sábado, maio 03, 2008

MODESTO BROCOS o precursor da Gravura no Brasil

Modesto Brocos



Modesto Brocos


MODESTO BROCOS y GOMES





MODESTO BROCOS
(Santiago de Compostela, Espanha 1852 - Rio de Janeiro, RJ 1936)
Modesto Brocos y Gomes, pintor espanhol naturalizado brasileiro.Fez seus estudos iniciais de arte na cidade de La Coruña, Espanha. Em 1871, transferiu-se para a Argentina, mudando-se em seguida para o Brasil,Rio de Janeiro. Dedicou-se inicialmente à gravura em madeira e à gravura em metal, publicando, em 1875, algumas de suas xilogravuras em O Mequetrefe. Nesse mesmo ano, passou a freqüentar,a Academia Imperial das Belas Artes, onde teve como professores os grandes artistas brasileiros como Vitor Meirelles e Zeferino da Costa Em 1877, transferiu-se para Paris, onde passou a estudar com Henri Lehman, na École des Beaux-Arts, e onde teria sido, inclusive, colega do célebre artista Georges Seurat e Sorolla.
De volta à Espanha, Modesto Brocos freqüentou a Academia de Belas Artes de San Fernando, em Madri, e o ateliê do pintor Federico Madrazo. Com bolsa instituída por sua cidade natal, viajou a Roma, onde permaneceu de 1883 a 1886, freqüentando centros artísticos como a Academia de Belas Artes de Chigi e o Circulo Artístico Internacional; data dessa sua estadia em Roma a sua amizade com os irmãos Bernardelli. Retornou ao Brasil em 1890, e entre 1893 e 1894, substituindo o artista Pedro Weingartner na catedra de professor de Desenho Figurado na Escola Nacional de Belas Artes, a convite dos Bernardelli. Em 1897, esteve novamente em Roma, voltando definitivamente ao Brasil em 1900, quando naturalizou-se brasileiro. Em 1911, na mesma Escola, foi nomeado professor extraordinário da segunda cadeira de Desenho, tornando-se professor catedrático de 1915 a 1934. Modesto Brocos foi figura das mais ativas no cenário artístico fluminense,(do Rio de Janeiro) da 1ª República no Brasil e um dos principais responsáveis pelo implemento do ensino da gravura no Brasil, graças especialmente à sua atuação como professor no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.Brocos sendo um dos fundadores do Liceu ,também estabelece lá a Oficina de Gravura.
A maior parte de sua produção artísitcas retrata cenas da pintura "de gênero",
(o que erroneamente hoje, alguns pouco informados na Arte Brasileira,chamam de retratos típicos) ,como pode ser visto nos célebres quadros "Engenho da Mandioca" de (1892) e
"Redenção de Can" de (1895).
O artista ao retratar o negro de uma forma digna, Modesto Brocos inaugura um capítulo precursor na história da arte brasileira.
A muitos anos,eu Ricardo Barradas,sou um dos grandes admiradores,da
produção artística deste artista,
e reconheço que o próprio mercado de arte,e
as diversas instituições brasileiras ligadas à história da gravura,
não celebram dignamente,a posição deste grande mestre.
Mas aos poucos,isto tem mudado.Vem surgindo,olhos mais atentos de pesquisadores,museólogos,críticos e educadores de arte e da história da arte,que percebem,que a
verdadeira história da Gravura no Brasil,está incompleta,
quando não se estabelece,um capítulo inteiro,
dedicado à magistral produção artística de Modesto Brocos.


segunda-feira, novembro 12, 2007

OSWALDO GOELDI

Se voçê tiver uma obra de Oswaldo Goeldi.Entre em contato com
o Projeto Goeldi - Taubaté - São Paulo - Brasil.Faça um registro,
de seu trabalho,isto só agregará,valor a sua obra,e futuramente po
derá ser convidado,para participar de Exposições no Brasil e no
Exterior.

Saiba dos detalhes e procedimentos,acessando à página :

http://www.oswaldogoeldi.org.br

terça-feira, agosto 21, 2007

ABELARDO ZALUAR - GRAVURA - Tensão 3


Abelardo Zaluar - GRAVURA - Tensão metafísica-perfeccionista 3




Iberê Camargo - GRAVURA - Manequins


Iberê Camargo - "Serie Manequins" - Gravura


FORUM DESTE BLOG

Foi recém criado um Forum,diretamente ligado para este blog,com o objetivo de trocar informações,responder dúvidas,concentrar interessados,pesquisadores,estudantes,admiradores,levantar questões,pontos positivos e contras,globalizar mercados,acompanhar estudos,informar publicações,notícias,mostras e exposições,concursos e ações,desta técnica milenar das gravuras.Assim como neste blog,não existe direcionamento em favor,de qualquer técnica específica.O único relacionamento objetivado,é quanto ser gravura e com a temática relacionada ao Brasil.
Sendo assim,mesmo que o Artista seja estrangeiro,e sua obra,tenha como tema central,qualquer elemento característico cultural das terras brasilis,serão bem - vindos,a este forum.
Ele vem com a Curadoria Exclusiva,do Curador,Marchand,Avaliador de Arte,carioca, Ricardo Barradas.

Visitem o forum,e filiem-se a ele,o endereço é:

http://gravurasbrasileiras.freeforums.org/

segunda-feira, maio 28, 2007

Direitos Autorais - Gravuras

Sei que existe uma certa barreira,quanto ao pagamento dos direitos autorias nas belas artes,no Brasil...Sei,e acompanho esta,discurssão...a vários anos...e sei tambem,que a maioria dos artistas,que tentaram no paasado,propor ações na justiça,por este merito...não alcançaram grande exito...as cobra~ças foram indefiridas..pela não compreensão da parte julgadora...

No entanto,se tratando em gravura...creio eu que este direito possa ser,bem melhor tipificado...por que a matriz...comercialmente..segundo alguns pobres especilistas brasileiros,não possuem charme algum....digo pobres,não pela condição social e sim pela finitude cultural de cada um deles...Mas voltando as gravuras,o que passa a valer são as imagens frutos das tiragens....que em alguns casos,bastante conhecidos...são realizadas por varias pessoas...como o caso típico na obra de Oswaldo Goeldi,onde foram tiradas gravuras por Reis Junior,Beatrix Reynal,Julio Pacello,Museu de Belas Artes,Biblioteca Nacional, Noemi Ribeiro,e sabe mais quem?????
Logo o que vale é a imagem...e não a obra de arte em si....Quero crer que até nisto,Oswaldo Goeldi,estava muito alem de seu tempo...já colocava o valor de sua arte,dentro de uma visão futurística digital,muito antes de ser inventado o computador....e neste caso...o mercado de arte,não tem a capacidade de atribuir,um valor específico...para cada serie tirada...por cada executor....Só permeiam as assinadas pelo artista...e as assinadas por quem quer que seja.
Mas objetivamente...o que vale...são às imagens....e que se hoje fossem fundamentadas,seguindo esta linha de pensamento,duvido muito que seria,qualquer ação indeferida...dentro das propostas legais...amparadas pela Lei de Direitos Auotrais.
Não vejo como fugir do pensamento,que no caso das gravuras,o mundo seja mais visual do que pictórico....
E vou alem,neste pensamento..creio que o futuro esteja bem mais próximo da Gravura que da Pintura em si....A arte..ainda vive,uma geração de multiplos...
O consumo artistico cada vez mais cobra uma quantidade cada vez maior...e por mais que o artista tenha uma produção vigorosa,e muita velocidade no que realiza...só com a gravura,alcança o melhor e mais amplo resultado. Creio sim,que ainda teremos um Capítulo a parte,como tema central, em grande evidência, futuramente...com a bela e antiga arte da Gravura...Tanto pelas velocidades das scociedades e culturas ocidentais deste mundo globalizado.Como no resgate,das técnicas milenares orientais da gravura......já que o bloco oriental,será o maior mercado consumidor,em um breve futuro.

Hoje em dia alguns Curadores no Brasil e no Exterior,assim como eu,já perceberam muito sobre isto.E vem tendo uma atenção,um pouco maior com a obra de arte,realizada sobre o suporte organico,do papel...Cada vez mais,aparece,nitidamente,em coleções e exposições singulares...um maior numero de obras sobre papel....e especificamente as Gravuras.Plásticamente,sem dúvida alguma,tem uma interpretação mais agil,mais fácil,do espectador menos letrado...e uma simplicidade impar,uma totalidade de pureza,frente ao espectador mais exigente....Por si só,o consumo da arte,parece ser bem mais rápido e objetivo.

Em grande parte,esta nova geração de Curadores de Arte no Brasil,tem rompido barreiras injustificadas até então,com os pré-conceitos do lirísmo e do formalísmo,erroneamente no passado estabelecidos.

Fico feliz e orgulhoso,de particpar desta linha de pensamento,e deste movimento.

domingo, abril 08, 2007

Noerteamentos seguem se.......

Serigrafia: a matriz é feita em tela especial,geralmente em material plástico, que é esticada em um bastidor. Sobre a tela são colocadas máscaras com cada cor da obra. As mascaras recebem a tinta, que é espalhada por um pequeno rodo de borracha, para fixar a imagem no papel.

Xilogravura: a matriz é uma superfície de madeira, com a obra esculpida pelo artista,atravéz de instrumentos e ferramentas cortantes (goivas e estiletes). Sobre o relevo, aplica-se uma tinta especial, que passa por uma prensa com o papel. Geralmente,nesta técnica,usa-se o papel de arroz ou papel japones,como suporte.Quando a xilo,apresenta várias côres,isto quer dizer que o artista,colocou cada uma delas por vez no papel, repassou à gravura,por várias vezes pela prensa,até ficar pronta.Isto requer,muita experiência e técnica,pois o processo sempre é complicadissimo.

Litogravura: a matriz dessa técnica é uma pedra calcária tratada com solução ácida para desengordurá-la. A imagem é gravada pelo artista,com lápis ou tinta gordurosa. O fenomeno da repulsa entre a tinta e a gordura caracteriza o efeito da impressão.

Gravura em Metal ou "Zincogravura": desenha-se sobre uma chapa de metal envernizada com uma ponta sêca (pincel sem tinta ou bastão pontiagudo). Então, leva-se a chapa para um banho de ácido e aplica-se uma camada de tinta que irá fixar-se apenas onde foi feito o risco do desenho.
Alguns artistas,costumam chamar esta técnica de "Ponta-Sêca", por conta do uso do pincel sem tinta.

NORTEAMENTOS......

"GRAVURA é a arte resultante de um processo de impressão artesanal, de tiragem em número limitado e assinada pelo autor. Há vários tipos de impressão e diferentes matrizes. Para fazer a matriz o artista trabalha sobre uma superfície de madeira, pedra ou metal, que recebe as tintas e faz as impressões. Cada gravura receberá uma marcação, geralmente a lápis, com o número da cópia e o do total de impressões. Por exemplo: 10/100 é décima cópia de 100 impressões feitas. A gravura seria, então, um múltiplo da obra original, não podendo, assim, ser confundida com um simples pôster, cuja impressão é meramente gráfica e de tiragem infinita. Daí, a diferença fundamental entre um simples pôster grafico e a gravura efetivamente reconhecida e autenticada por um(a) artista.

sexta-feira, março 02, 2007

GOELDI NA BM&F de São Paulo






Goeldi na BM&F de São Paulo
Vernissage - 28-02-07às 18:30h
De 01-03 a 05-04-2007
Das 10:00 às 18:00Hs
Espaço Cultural BM&F
Pça Antonio Prado, 48- Centro- SP - Tel. (11) 3119-2404
Curadoria: Ricardo Barradas e Sra. Goeldi (sobrinha neta do artista)

http://www.oswaldogoeldi.org.br/


Na verdade esta exposição é uma celebração oficial da ação conjunta do filiado colaborador com a Associação Artistica. O renomado Curador e Marchand carioca RICARDO BARRADAS,que em parceria com a Sra.GOELDI,sobrinha neta do artista,e diretora da Associação Artistica Cultural Oswaldo Goeldi e do Instituto Oswaldo Goeldi,com sede em TAUBATÉ,realizam a criação,reformulam e adptam,extendendo,este novo braço,da Antiga Associação,recentemente apresentada como Projeto Goeldi,com o objetivo de tutelarem,acompanharem e promoverem,exposições,e ações mais
ativas e efetivas sobre a obra artística,intelectual,e institucional,do Grande Artista Brasileiro OSWALDO GOELDI.

O primeiro passo foi a criação e reformulação conjunta da Página Oficial do Artista, a atual página do PROJETO GOELDI na internet ,por Ricardo Barradas e a Sra.Goeldi.Em uma ação conjunta,vários textos,procedimentos,conceitos,metas,e diretrizes,institucionais e organizacionais,foram intervidos,dentro da mais moderna estrutura dos Projetos Artisticos Internacionais.Sendo assim,o endereço:

http://www.oswaldogoeldi.org.br/

Que a partir do mêses finais de 2006.Passa a ser chamado de PROJETO GOELDI.Braço exclusivo para ações específicas do Projeto Documental do artista OSWALDO GOELDI.
Ricardo Barradas,com seus mais de 25 anos de experiencia dentro do Mercado de Arte no Brasil,e na convivencia praticamente diária,com outros projetos institucionais de inumeros artistas nacionais e internacionais,promove e implementa em ação conjunta com a Sra.Goeldi,as diretrizes formais do próprio projeto,com atualizações contidianas por parte dos designers gráficos, weebmasters,editores de textos,fotografos,e toda equipe de arte,seguindo as recomendações sugeridas pela consultoria exclusiva de
Ricardo Barradas,advogado,curador,e marchand.

Dentro das mesmas exigencias geradas pela implementação deste mesmo projeto.Apareceu á nescessidade da criação de um BANCO de IMAGENS.
Que a partir de então,está sendo criado,administrado,e savalguardado pelo
próprio projeto.Uma forma de reestabelecer,de forma prática o uso e os licenciamentos nos direitos de imagens,que deverão ser obitidos junto ao Projeto Oficial do Artista.Assim como algumas outras resoluções de carater explicativos e normativos,operacionais,e institucionais juridico.Já que Ricardo Barradas,é tambem advogado,inscrito na Ordem dos Advogado do Brasil,seccional Rio de Janeiro e traz larga experiência em Direitos Autorais nas Artes Plásticas,e na Propriedade Intelectual.

Toda esta vasta e especifica consultoria e assessoria artistica,cultural,intelectual e artistica,por parte do Dr.Ricardo Barradas,vem sendo feita em carater de gratuidade,movido apenas pelo interesse conjunto,de promoção e maior divulgação da obra de OSWALDO GOELDI, perante a Associação e por conseguinte com os herdeiros da obra do artista,na divulgação,nos acompanhamentos,nas tutelas e promoções das ações que sejam nescessarias.
Este convênio foi firmado,apalavrado,após uma visita de Ricardo Barradas,a Taubaté,São Paulo,cidade,onde reside estes familiares do artista.
Por estarmos tratanto,com pessoas honradas,nenhum contrato escrito,foi assinado.O Advogado,Curador,Marchand,e Avaliador de Arte
Ricardo Barradas,firmou este compromisso,com a Sra.Goeldi,em presença e concordância com o muito gentil, Sr.Eduardo Fondelo,marido da Sra.

Ricardo Barradas,hoje é Curador Permanente da Exposição de Oswaldo Goeldi na BM&F em São Paulo,juntamente com Sra.Goeldi .

Curador Permanente,Advogado,Avaliador,Agenciador,Consultor cadastrado do PROJETO GOELDI,e filiado contribuinte da Associação Artistica Cultural Oswaldo Goeldi,ao Instituto Goeldi,com sede em TAUBATÉ - SP - BRASIL.
"Todo trabalho é pouco,em memória deste grande artista brasileiro Oswaldo Goeldi.",comenta Ricardo Barradas.
Outras Exposições e Eventos ligados a vida e obra de Goeldi,
estão em processo de implementação,para os anos seguintes.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

IMAGENS e seus DIREITOS

Por isto aqui se tratar de um BLOG e sem nenhum interesse comercial.So a expressao maxima de uma paixao pessoal pelas gravuras brasileiras.Os direitos de imagens nao sao ofendidos.

No entanto,nunca deve ser demais lembrar,que para qualquer fim comercial,as imagens antes de serem reproduzidas na integra ou em parte,deve se sempre,pedir aos proprietarios dos direitos autorais do artista,autorizacao legal,para isto.

No caso das imagens do Artista Oswaldo Goeldi,deve se entrar em contato com
o PROJETO GOELDI,Sao Paulo-Brasil.
No caso das imagens do Artista Lasar Segall,deve se entrar em contato com o Projeto Lasar Segall,Sao Paulo - Brasil,e assim sucessivamente para todos os artistas.

Da mesma forma devemos proceder com o uso de textos,fotografias,marcas,logotipos,e obras de autorias determinadas e conhecidas,quando forem usadas comercialmente.

A obediencia destas singularidades,sao asseguradas pelas Leis Brasileiras e Internacionais.

sábado, novembro 04, 2006

Lasar Segall - lithogravura - decada de 20


Lasar Segall - lithogravura - do Album Bubu 1924
Colecao Particular - Rio de Janeiro - Brasil




sexta-feira, outubro 27, 2006

Candido Portinari - Gravuras

Portinari - Gravura em Metal - "Grupo"





Portinari - gravura em metal - "cabeca"





Portinari - Grav.Metal - " Espantalho"

Djanira - Xilogravura - "Moenda"

Djanira - Xilogravura - "Moenda"

quarta-feira, outubro 25, 2006

DJANIRA da Motta e Silva 1914-1979

Morando no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, optou decisivamente pela pintura através da convivência com pintores como Emeric Marcier, Dacosta, Arpad Szenes, Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz, entre outros. Em 1942 participou pela primeira vez do Salão Nacional de Belas Artes. Viajou para Nova York, Paris e mais tarde à Rússia. De volta ao Brasil, percorreu o Planalto Central e o Norte, documentando usos e costumes populares. Integrou importantes mostras coletivas no Brasil e no exterior, tendo participado da Bienal de São Paulo de 1953. No início da década de 70, adotou o hábito de irmã leiga da Ordem Carmelita. A seu respeito, escreveu Jayme Maurício: Grande e magnífica Djanira, pintora da alma pura que transforma banalidades em grandes emoções, e de um nada exterior cria uma imensa riqueza interior, pintora de anjos e santos, de negros e brancos, de plantas e cafezais sem fim, das ruas da velha Parati e da paisagem carioca, dama ilustre deste Brasil subdesenvolvido, capaz, entretanto, de uma Djanira." (Correio da Manhã, 9 de maio de 1967) Das exposições mais recentes de sua obra no Rio de Janeiro, merecem destaque as de 1996, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, de 1997, no Museu Nacional de Belas Artes (Djanira e a Azulejaria Contemporânea).

Iberê Camargo 1914 -1994

Chegou ao Rio de Janeiro em 1942, rebelando-se logo em seguida contra o ensino da Escola Nacional de Belas Artes. Estudou com Guignard, tendo sido um dos fundadores, em 1943, do Grupo Guignard, instalado na rua Marquês de Abrantes, no Rio. Em viagem à Europa, estudou com André Lhote e De Chirico. Realizou diversas individuais no país e no exterior, e é considerado um mestre do abstracionismo brasileiro. Entre as exposições recentes de sua obra, merecem destaque as retrospectivas realizadas em 1994, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, em 2001, na Galeria André Millan/Bolsa de Arte de São Paulo, e em 2003, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e Paço Imperial, Rio de Janeiro. Em depoimento para a revista Artis (n. 1, nov. 1982), Iberê Camargo assim se expressou a respeito de sua obra: “Alguém falou que a minha obra também era vida. Não sei quem fez esta referência; alguém disse que fazia pensar na pintura e na vida. Na realidade, a pintura para mim é a razão de ser. Acho que se não pintasse, nada teria sentido para mim. (...)

terça-feira, outubro 24, 2006

Lívio Abramo 1903 - 1992

Lívio Abramo nasceu em Araraquara, no interior de São Paulo, em 1903. Filhos de pais italianos, Lívio e seus irmãos e irmãs - Athos, Fúlvio, Beatriz, Lélia, Mário e Cláudio - cresceram em um ambiente especial e tornaram-se artistas, jornalistas e intelectuais, cujas contribuições foram importantes para o ambiente cultural brasileiro.
Segundo a atriz Lélia Abramo, em seu livro de memórias, o ambiente familiar influenciou as opções de vida de cada um dos Abramo.
"Nada em meu pai e minha mãe era medíocre. Ambos sensíveis às artes, carregavam toda a filharada para teatros, exposições de todos os gêneros, eventos culturais, inaugurações oficiais, etc", escreveu.

Lívio tornou-se artista por conta própria - autodidada, desenhava desde criança. Na juventude, aventurou-se na confecção de sua primeira gravura retirando sulcos de um pedaço de madeira com uma lâmina gilete.
Mas foi por volta dos 27 anos ao deparar-se com uma exposição de gravuras dos expressionistas alemães, em São Paulo, e sentir a força de expressão das gravuras de Kathe Kollwitz e demais artistas, que decidiu: "é isso que quero fazer".
"Em verdade, o gosto pela gravura começou a despontar em mim quando, ainda estudante, em casa de meus pais, eu admirava as vinhetas gravadas em madeira que ilustravam os poemas de um famoso poeta italiano, e de autoria de um gravador de nome De Károlis.
"Esse foi o despertar de uma vocação - a exposição dos grandes gravadores expressionistas alemães foi a revelação", escreveu o artista, que ficou conhecido por sua maestria ao manipular o buril.

A preocupação com a justiça social, acompanhou-o desde sempre, levou-o, ainda jovem, a militar no Partido Comunista, a interessar-se pelo Trotskismo e pelo socialismo. Nessa época colaborava fazendo ilustrações para tablóides sindicalistas. Em 1932, foi expulso do Partido Comunista, acusado de trotskismo.
O reconhecimento artístico chegou mais tarde, aos 47 anos de idade, quando suas xilogravuras alcançaram um grau de depuração técnica e ao mesmo tempo uma riqueza impressionante de detalhes, suas xilogravuras eram extremamente precisas em todos os aspectos.
Por isso ganhou prêmios como o de Viagem ao Exterior do Salão Nacional de Belas Artes, em 1950, com as 27 ilustrações para o livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha; e o 1º Prêmio de Gravura Nacional da 2ª Bienal de São Paulo, em 1953. Algumas honrarias, como a ordem do Rio Branco.

Foram muitos os alunos que passaram por ele, no Brasil, Dorothy Bastos, Maria Bonomi, Savério Castelani, Anésia Pacheco Chaves, Ely Bueno, entre muitos outros.
No Paraguai, para citar alguns nomes da primeira turma, destacaram-se Edith Jiménez, Maria Adela Solano López, Lotte Schulz, Jacinto Rivero, todos gravadores de renome em Assunção e América Latina.
Abramo foi um homem que não curvou-se diante das dificuldades e, mesmo quando a vida não lhe dava motivos para sorrir, não deixava de acreditar na possibilidade de transformar o mundo.

Fonte:Divisão de Cooperação Educacional - DCEMinistério das Relações Exteriores - MREEsplanada dos Ministérios, Bloco H, Anexo I, Sala 43270170-900 - Brasília - DF

Fayga Ostrower


Faya Ostrower - "Maternidade" - Dec 50






Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora, Fayga Ostrower chegou ao Rio de Janeiro na década de 30. Cursou Artes Gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estudou xilogravura com Axl Leskoscheck e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1955, viajou por um ano para Nova York com uma Bolsa de estudos da Fullbright.Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas. Recebeu numerosos prêmios, entre os quais, o Grande Prêmio Nacional de Gravura da Bienal de São Paulo (1957) e o Grande Prêmio Internacional da Bienal de Veneza (1958); nos anos seguintes, o Grande Prêmio nas bienais de Florença, Buenos Aires, México, Venezuela e outros.
Entre os anos de 1954 e 1970, desenvolveu atividades docentes na disciplina de Composição e Análise Crítica no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. No decorrer da década de 60, lecionou no Spellman College, em Atlanta, EUA; na Slade School da Universidade de Londres, Inglaterra, e, posteriormente, como professora de pós-graduação, em várias universidades brasileiras. Durante estes anos desenvolveu também cursos para operários e centros comunitários, visando a divulgação da arte. Proferiu palestras em inúmeras universidades e instituições culturais no Brasil e no exterior.Foi presidente da Associação Brasileira de Artes Plásticas entre 1963 e 1966. De 1978 a 1982, presidiu a comissão brasileira da International Society of Education through Art, INSEA, da Unesco. Em 1969, a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, publicou álbum de gravuras suas, realizadas entre 1954 e 1966. É membro honorário da Academia de Arte e Desenho de Florença. Fez parte do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro de 1982 a 1988. Em 1972, foi agraciada com a condecoração Ordem do Rio Branco. Em 1998, foi condecorada com o Prêmio do Mérito Cultural pelo Presidente da República do Brasil. Em 1999, recebeu o Grande Prêmio de Artes Plásticas do Ministério da Cultura.
Seus livros sobre questões de arte e criação artística são: Criatividade e Processos de Criação (Editora Vozes, RJ); Universos da Arte (Editora Campus, RJ); Acasos e Criação Artística (Editora Campus, RJ); A Sensibilidade do Intelecto (Editora Campus, RJ - Prêmio Literário Jabuti, em 1999); Goya, Artista Revolucionário e Humanista (Editora Imaginário, SP) e A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gênios da Arte (Editora Campus, RJ). Publicou numerosos artigos e ensaios na imprensa e na mídia eletrônica. A biografia Fayga Ostrower foi lançada em 2002 pela Editora Sextante - RJ.Fayga foi casada com Heinz Ostrower, historiador cuja biblioteca foi doada para o Arquivo Edgard Leuenroth, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, em Campinas, São Paulo. Deixou dois filhos, Anna Leonor (Noni) e Carl Robert; e três netos, João Rodrigo, Leticia e Tatiana.Nascida em 1920 na cidade de Lodz, Polônia, a artista faleceu no Rio de Janeiro, em 2001.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Victor Frond - Campos dos Goytacazes - RJ


VICTOR FROND, Campos dos Goitacazes litografia original realçada com aquarela. Impressa por. Lemercier, Paris. 0,37 x 0,50 cm

Nesta magnifica lithogravura de epoca V.Fond, eterniza a magestade de Campos dos Goytacazes ,em pleno apogeu
comercial,do final do seculoXIX.